Glaucoma pode ser tratado sem começar pelos colírios? Laser SLT amplia alternativas para pacientes em São Paulo

Sim. O glaucoma de ângulo aberto pode, em determinados casos, ser tratado inicialmente com trabeculoplastia seletiva a laser (SLT), sem a necessidade de começar imediatamente com colírios. O procedimento estimula a drenagem do líquido ocular e busca reduzir a pressão intraocular, fator central no controle da doença.

Isso não significa dispensar medicamentos em todos os casos. A escolha depende do tipo e do estágio do glaucoma, dos exames do ângulo de drenagem e da pressão-alvo. A SLT não cura a doença, não recupera visão perdida e pode exigir complementação com colírios ou outros procedimentos.

No interior do estado de São Paulo, a Clínica Vizon, em Campinas, informou ter incorporado recentemente a SLT às suas alternativas terapêuticas. O Dr. Aron Barbosa Caixeta Guimarães, oftalmologista com CRM-SP 129158 e RQE 37419, integra o atendimento da instituição. A indicação depende de consulta individualizada.

O que este artigo aborda:

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Fonte da imagem: Unsplash

Por que o tratamento do glaucoma não precisa começar sempre com medicamentos

O uso diário de colírios continua sendo um tratamento eficaz e essencial para muitos pacientes. A novidade é que a SLT passou a contar com evidências suficientes para ser considerada uma opção inicial em certos casos, e não apenas uma alternativa depois de falhas ou dificuldades com as gotas.

O problema é que a eficácia de uma medicação depende também de seu uso real. Algumas pessoas esquecem doses, encontram dificuldade para aplicar as gotas ou sentem desconforto persistente. Outras precisam de combinações de medicamentos e passam a conviver com regimes mais complexos, custos recorrentes ou efeitos adversos.

A SLT ganhou espaço porque atua sem exigir uma ação diária do paciente para que o laser continue produzindo seu efeito. Em casos apropriados, pode ser adotada como primeira estratégia, antes que exista uma longa história de uso de colírios. Essa vantagem operacional, no entanto, não dispensa reavaliação periódica.

A decisão inicial não precisa ser reduzida à pergunta “laser ou colírio?”. O essencial é saber que pressão deve ser atingida, quais resultados são plausíveis, se há segurança para adiar medicamentos e como será monitorada a função visual. O melhor tratamento é aquele que consegue controlar a doença de modo sustentável.

Em quais tipos de glaucoma a SLT pode ser a primeira escolha

A SLT costuma ser considerada principalmente no glaucoma primário de ângulo aberto não avançado. Também pode ter lugar na hipertensão ocular quando o risco de perda visual justifica o tratamento. O mecanismo depende de acesso à malha trabecular; por isso, o diagnóstico deve ser mais específico que a palavra genérica “glaucoma”.

Nesses casos, a avaliação deve estabelecer se há necessidade de tratamento imediato. Nem toda hipertensão ocular exige intervenção: o risco de evolução varia conforme idade, níveis de pressão, características da córnea, histórico familiar e outros achados. Quando o tratamento está indicado, o laser pode integrar a discussão inicial.

A gonioscopia esclarece se o ângulo entre córnea e íris está aberto e permite avaliar a acessibilidade da malha trabecular. A pressão ocular, isoladamente, não diferencia todos os tipos de glaucoma. Exames do nervo óptico e do campo visual são necessários para estabelecer o diagnóstico e o risco de progressão.

E se a doença estiver avançada?

Um paciente com perda extensa do campo visual ou deterioração progressiva do nervo óptico pode precisar alcançar uma pressão-alvo mais baixa. Nessa situação, a SLT isolada nem sempre proporciona redução suficiente. Dependendo do quadro, o oftalmologista poderá recomendar medicamentos associados, cirurgia filtrante ou outra intervenção para obter controle mais intenso.

A escolha também muda diante de fechamento do ângulo, inflamação ocular e determinadas formas de glaucoma secundário. A iridotomia, por exemplo, tem finalidade distinta da trabeculoplastia seletiva. Empregar o nome genérico “laser” como se todos os procedimentos fossem equivalentes é um erro que pode gerar expectativas inadequadas.

O que acontece durante uma sessão de trabeculoplastia seletiva a laser

A aplicação geralmente é ambulatorial. O olho recebe anestesia em gotas; em seguida, o médico posiciona uma lente específica e direciona pulsos de laser para a malha trabecular, por onde parte do humor aquoso normalmente escoa. O procedimento não exige corte ou ponto cirúrgico.

A ação do laser estimula uma resposta que pode melhorar a drenagem do líquido e, como consequência, reduzir a pressão ocular. Esse resultado não é obrigatoriamente imediato. É preciso aguardar as semanas seguintes e medir novamente a pressão para determinar a resposta real.

Alguns pacientes relatam leve irritação ou visão embaçada por curto período. Também pode ocorrer um aumento transitório da pressão após a aplicação, motivo pelo qual o oftalmologista determina a observação necessária e orienta sinais de alerta. O retorno às atividades é individualizado, embora o procedimento usualmente não envolva internação.

Ao avaliar a técnica, é útil compreender como o laser atua na drenagem e por que a resposta não é imediata. Uma explicação sobre a trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) detalha o mecanismo, a seleção de pacientes e a necessidade de reavaliação da pressão nas semanas seguintes.

O que se sabe sobre os resultados em comparação com os colírios

O ensaio clínico LiGHT, que comparou a estratégia inicial com SLT à estratégia inicial com colírios em glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular, ajudou a mudar a prática clínica. O acompanhamento prolongado mostrou que muitos pacientes tratados inicialmente com laser puderam manter o controle sem gotas durante períodos relevantes. Não é um resultado garantido para todos.

A diretriz britânica NICE, atualizada em 2022, passou a recomendar a SLT de 360 graus como tratamento inicial em situações específicas de glaucoma crônico de ângulo aberto não avançado e hipertensão ocular com risco de comprometimento visual. A própria orientação esclarece que o laser pode adiar colírios, mas não elimina a possibilidade de precisar deles.

Colírios podem produzir redução rápida e importante da pressão e permitem ajustes de dose ou associação entre classes. A SLT reduz a dependência de aplicações diárias em pessoas que respondem bem, mas não pode ser desligada ou ajustada como uma medicação. Se a pressão ficar acima da meta, será necessário rever o plano.

O desfecho mais relevante não é apenas o número registrado na tonometria, mas a preservação do nervo óptico e do campo visual. Por isso, comparar laser e medicamentos exige observar resultados ao longo do tempo, além de conveniência, efeitos adversos e capacidade de manutenção do tratamento.

Quem já usa colírio pode trocar pelo laser?

Em algumas situações, sim, mas essa troca precisa ser programada. Pessoas com efeitos adversos, dificuldades de aplicação ou necessidade de reduzir o número de medicamentos podem ser avaliadas para SLT, desde que o tipo de glaucoma e a anatomia do ângulo sejam compatíveis.

O ponto decisivo é não interromper o colírio no dia do laser por iniciativa própria. O oftalmologista costuma manter a terapêutica enquanto observa a resposta pressórica; só depois define se existe margem para reduzir doses, suspender algum produto ou manter todo o esquema anterior.

Mesmo após uma resposta favorável, não existe garantia de independência definitiva dos colírios. O efeito pode diminuir com o tempo; em alguns pacientes, um novo tratamento a laser pode ser considerado. Outros precisarão retomar medicamentos ou discutir intervenção cirúrgica.

Uma pergunta útil na consulta é qual será o plano caso o resultado seja parcial. Saber antecipadamente como serão feitas as medições e quais alternativas existem ajuda a evitar decisões precipitadas baseadas na expectativa de “resolver o glaucoma” em uma única sessão.

Como o oftalmologista decide entre SLT, colírios e cirurgia

A definição começa pela investigação clínica. Tonometria, gonioscopia, exame do nervo óptico, campimetria e, quando indicada, tomografia de coerência óptica fornecem informações complementares. A espessura corneana e o histórico de evolução também influenciam a interpretação dos resultados.

Com esses dados, o médico define uma pressão-alvo, que não é igual para todos e pode mudar se houver progressão da doença. Um paciente com dano inicial, poucos fatores de risco e rotina incompatível com aplicações diárias enfrenta uma decisão diferente da de alguém cuja visão já está muito comprometida.

A cirurgia não é simplesmente a etapa seguinte ao fracasso de um colírio. Em formas avançadas, pode ser discutida mais cedo; em outras, laser e medicamentos oferecem controle suficiente por longo período. Técnicas cirúrgicas distintas têm mecanismos, riscos e expectativas diferentes, e a palavra “moderno” não substitui indicação correta.

O custo do tratamento também entra na decisão

A comparação financeira deve considerar mais do que o valor inicial do laser ou de uma caixa de colírios. Importam consultas, exames, necessidade de vários medicamentos, tempo de acompanhamento e eventuais intervenções futuras. Cobertura por convênio e regras administrativas variam e precisam ser verificadas diretamente com a equipe e a operadora.

Não é adequado afirmar que a SLT sempre custará menos para qualquer pessoa. Uma parte dos pacientes continuará utilizando medicamentos, e o laser pode precisar ser repetido. Na prática, a decisão deve reunir viabilidade econômica e benefício clínico sem trocar um objetivo pelo outro.

O que perguntar antes de optar pelo laser em São Paulo

Quem procura tratamento para glaucoma na capital ou no interior de São Paulo pode levar perguntas objetivas à consulta: o ângulo de drenagem é aberto? Há dano avançado do nervo óptico? Qual é a pressão-alvo? O laser pode ser a primeira opção neste caso? Quando a pressão será reavaliada e o que muda se o resultado ficar abaixo do esperado?

Também vale discutir se há diferença entre tratar um olho e ambos, quais cuidados são necessários no dia do procedimento e quais sintomas exigem contato com a clínica. A proposta é compreender o plano de acompanhamento, não apenas contratar uma tecnologia.

Outra cautela envolve a origem das informações. Conteúdos que anunciam cura, recuperação de visão perdida ou resultado garantido não refletem a natureza crônica da doença. Glaucoma exige seguimento, com ou sem laser, inclusive na ausência de sintomas.

Campinas reúne alternativa de avaliação para pacientes da região

Em Campinas, a Clínica Vizon informou a disponibilização recente da SLT. O Dr. Aron Barbosa Caixeta Guimarães atua na cidade como oftalmologista, com CRM-SP 129158 e RQE 37419. Pacientes de municípios vizinhos podem procurar avaliação, mas devem confirmar diretamente com a equipe a oferta atual do procedimento.

O endereço divulgado para atendimento é Avenida Doutor Hermas Braga, 117, Nova Campinas, Campinas (SP). Moradores de Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba e outros municípios do entorno podem confirmar previamente com a equipe médica a possibilidade de avaliação e a disponibilidade da tecnologia. A existência de atendimento em Campinas não implica unidades próprias nessas outras cidades.

Uma consulta especializada permite confrontar os exames com os benefícios e limites de cada estratégia, inclusive quando a melhor indicação não é realizar laser. Também é importante conhecer os sinais que exigem reavaliação antecipada e o cronograma de acompanhamento após qualquer mudança terapêutica.

O que realmente muda para quem recebeu diagnóstico de glaucoma

A mudança de perspectiva é clara: em parte dos casos de glaucoma de ângulo aberto, a pergunta deixou de ser “qual colírio usar primeiro?” e passou a incluir “o laser pode ser uma escolha inicial?”. A resposta exige diagnóstico adequado, estimativa de risco e capacidade de acompanhar a pressão e o nervo óptico ao longo do tempo.

Para quem vive em São Paulo ou na região de Campinas, a informação mais útil é saber que existe uma decisão a ser discutida, e não um roteiro único a seguir. Quanto mais cedo o glaucoma é identificado e acompanhado, maiores são as possibilidades de controlar sua progressão com uma estratégia ajustada à realidade de cada paciente.

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