Na hora de escolher um método contraceptivo de longa duração, é comum surgir uma dúvida: qual a diferença entre os modelos de DIU hormonal? Muitas mulheres pesquisam primeiro sobre o Kyleena, mas acabam descobrindo que existe outra opção, o DIU Mirena. Como os dois funcionam de forma parecida, é natural ficar em dúvida sobre qual deles faz mais sentido para cada caso.
Ambos são métodos seguros para prevenir a gravidez. Ainda assim, os DIUs têm características diferentes.
O que este artigo aborda:
- O que é o DIU hormonal?
- Mirena ou Kyleena: quais são as diferenças?
- DIU Mirena
- DIU Kyleena
- Consulte sua ginecologista para começar a usar o DIU hormonal
O que é o DIU hormonal?
O DIU hormonal é um pequeno dispositivo de plástico flexível colocado dentro do útero por um profissional de saúde. Diferente do DIU de cobre, esse método libera, todos os dias, pequenas quantidades de um hormônio chamado levonorgestrel, que atua dentro do útero.
Esse hormônio dificulta a passagem dos espermatozoides, torna o muco do colo do útero mais espesso e modifica o revestimento interno do útero, reduzindo as chances de gravidez.
Por atuar dentro do útero, o DIU hormonal libera uma quantidade menor de hormônio na corrente sanguínea quando comparado a alguns anticoncepcionais orais. Por isso, muitas mulheres se adaptam bem ao método.
Além da função contraceptiva, alguns modelos também podem ajudar a diminuir o fluxo menstrual e as cólicas. Esse benefício varia de acordo com o tipo de dispositivo e com a resposta do organismo de cada mulher.
Entre as principais vantagens do DIU hormonal, estão:
- alta eficácia na prevenção da gravidez;
- longa duração;
- método reversível;
- praticidade, já que não exige uso diário;
- retorno da fertilidade após a retirada.
Vale lembrar que o DIU hormonal não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); o preservativo continua sendo o único método que oferece essa proteção.
Mirena ou Kyleena: quais são as diferenças?
Embora pertençam à mesma categoria, Mirena e Kyleena não são exatamente iguais. Ambos são considerados um DIU hormonal, utilizam o mesmo tipo de hormônio e apresentam alta eficácia contraceptiva, mas há diferença na quantidade de levonorgestrel liberada, no tamanho do dispositivo e no tempo de duração. Apesar das diferenças, os dois dispositivos apresentam eficácia superior a 99% quando utilizados corretamente. Isso significa que a escolha entre um ou outro depende do histórico de saúde da mulher que será avaliado pelo médico.
É importante ressaltar que não existe um DIU hormonal que seja melhor para todas as mulheres; existe aquele que faz mais sentido para cada situação.
DIU Mirena
O Mirena é um dos modelos de DIU hormonal mais conhecidos no Brasil. O método libera uma quantidade maior de levonorgestrel em comparação ao Kyleena e pode permanecer no útero por oito anos.
Além da função contraceptiva, o Mirena também pode ser indicado em algumas situações clínicas. Mulheres que apresentam fluxo menstrual intenso ou até com quadro de endometriose, por exemplo, podem se beneficiar da redução do sangramento ao longo do uso.
Outro ponto importante é que essa diminuição do fluxo não acontece da mesma forma para todas as mulheres. Enquanto algumas percebem a mudança já nos primeiros meses, outras levam mais tempo para notar diferenças. Mas vale frisar que nos primeiros meses após a inserção, também é comum ocorrerem pequenos sangramentos irregulares. Eles tendem a diminuir conforme o organismo se adapta ao DIU hormonal.
Por ter um tamanho um pouco maior que o Kyleena, o Mirena pode não ser a primeira opção para todas as pacientes. Essa avaliação depende de:
- anatomia do útero;
- idade;
- histórico ginecológico e;
- de outros fatores exclusivos analisados durante a consulta.
DIU Kyleena
O Kyleena também é um DIU hormonal de longa duração que utiliza o levonorgestrel, o mesmo hormônio do Mirena. A principal diferença é que nesse método contém uma quantidade menor dessa substância e possui um tamanho reduzido.
Por ser menor, o Kyleena costuma ser considerado uma alternativa interessante para mulheres que ainda não tiveram filhos ou que possuem uma cavidade uterina menor, embora essa decisão sempre dependa da avaliação da ginecologista.
Durante o uso, também podem ocorrer alterações no ciclo menstrual, como a redução do fluxo, enquanto outras continuam menstruando normalmente, mas com menor intensidade. Sempre vai variar de acordo com o organismo de cada mulher.
Consulte sua ginecologista para começar a usar o DIU hormonal
Antes da inserção, é importante conversar com a ginecologista para entender qual opção faz mais sentido para a sua rotina e seu histórico de saúde. Na troca com o profissional, a paciente também pode esclarecer dúvidas sobre o processo.
No final, o importante é optar por um método adequado para o seu momento de vida.


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